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Telegramas

por Bento Soares Dias

Dos diálogos com a Morte, nada resta a não ser o inevitável

06.08.22 | Bento Soares Dias

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Ó Morte,

Velada através dos tempos da Humanidade,

Acudi-me.

Ó Morte,

Princesa escura, mas bela,

Dá-me o que nunca tens,

Um sorriso,

Uma palavra animadora,

Um sofrimento que não sofre.

Ó Morte,

Aqui estou eu,

Bem como todos nós,

A aguardar a tua chegada.

Para quando?

Ó morte inesperada?

Onde, quando e como?

Ninguém sabe,  Ó Morte.

Que todas as almas,

Te vejam, antes que os teus olhos,

Cegos e negros de tanta Morte,

Se possam preparar.

Ó Morte,

Cruel, coração de pedra,

Que a noite gelada,

Te obrigue a cantar uma qualquer melodia.

Talvez assim possamos preparar as “malas”,

Para uma viagem sem volta.

Ó Morte velada,

“Coisa” mal explicada…

Não tenho medo,

Nem que o sofrimento me assalte nos mais altos parâmetros da dor.

Ganhas sempre.

 

Imagem: https://tudorbrasil.files.wordpress.com/